
por Alessandro Dias
Da redação Tupã, SP- O cultivo do alho se destaca entre as culturas de maior valor agregado do país e apresenta alto potencial produtivo com o uso de biotecnologia. Segundo o IBGE, o Brasil cultiva cerca de 13 mil hectares e produz, em média, 172 mil toneladas por ano. Apesar do alto custo de produção, que pode chegar a R$ 250 mil por hectare, o faturamento pode ultrapassar R$ 360 mil, com produtividade entre 16 e 20 toneladas por área.
De acordo com o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Ribeiro, da Superbac, o produtor de alho é altamente tecnificado e busca soluções que garantam eficiência e segurança no manejo. A cultura exige grande volume de fertilizantes, especialmente nitrogênio, nutriente essencial ao desenvolvimento da planta, mas que precisa ser aplicado de forma equilibrada para evitar doenças.
Entre os principais desafios estão a dependência de insumos importados, a irrigação constante e o controle de doenças como bacterioses foliares e raiz rosada, que afetam diretamente a produtividade. Nesse cenário, fertilizantes biotecnológicos e biodefensivos à base de bactérias do gênero Bacillus têm se mostrado aliados importantes.
Segundo Ribeiro, essas soluções ajudam a manter a sanidade das plantas, prolongar a vida útil das folhas e melhorar a nutrição, refletindo diretamente no desempenho da lavoura. O avanço da biotecnologia vem reforçando o potencial do alho como uma das culturas mais rentáveis do agronegócio brasileiro.
Fonte: IBGE; JCNET
Para Central Cidade de Jornalismo repórter Alessandro Dias
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