Funcionários da Prudente Urbano sofrem com a falta de pagamento de salários e de direitos trabalhistas | Presidente Prudente e Região


Os trabalhadores da Prudente Urbano, empresa que estava a frente do transporte coletivo de Presidente Prudente (SP), vivem momentos de preocupação e incertezas. São quase 200 funcionários, que alegam estarem passando por uma série de dificuldades devido a falta de pagamento de salários.

Os trabalhadores ainda disseram à TV Fronteira que a empresa ficou oito meses sem fazer o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

“Só pagaram o 13º, que foi aproximadamente 146 mil reais. Sobrou ainda pouco mais de R$ 900 mil, né, sendo que esse dinheiro que desbloqueou é de 1 milhão e 74 mil reais. E eles falam que a prioridade é os funcionários e o óleo diesel, né. E também a nossa rescisão de contrato, né, que está em aberto. Oito meses sem fazer o depósito do FGTS, teria também p INSS, né? Que meses anteriores não foram pagos. Então, esses 1 milhão e 74 mil, que teria desbloqueado, seria para pagar todos esses atrasados e não foi pago”, falou um dos trabalhadores, que preferiu não se identificar.

Os funcionários cobram, vão atrás de respostas, mas tudo em vão.

“A empresa, a antiga prudente urbano, não fala nada pra gente, e a gente fica aí e fim de ano agora, muitos funcionários passando por dificuldade”, relatou outro funcionário, que também preferiu preservar a identidade.

Os problemas financeiros envolvendo a Prudente Urbano começaram em 2019. Com atraso de outorga, reajuste de tarifa. No ano passado mesmo foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o transporte público na cidade. Dos 170 funcionários da antiga empresa, apenas 83 foram chamados pra trabalhar na Santa Cecília, a “SOU” – Sistema de Ônibus Urbano, que assumiu o serviço de forma emergencial.

Sem o pagamento referente a novembro, sem vale, sem cesta básica. Alguns funcionários estão, também, com as férias em atraso. Todos à deriva.

Prudente Urbano estava à frente do transporte coletivo de Presidente Prudente  — Foto: Bill Paschoalotto/TV Fronteira

Prudente Urbano estava à frente do transporte coletivo de Presidente Prudente — Foto: Bill Paschoalotto/TV Fronteira

“Tudo que a gente agora for ter que fazer se quiser receber os nossos direitos, vamos ter que entrar na justiça e isso não é isso não é justo, porque as contas continuam. Nós não tivemos pagamento, não tivemos cesta básica. Trabalhamos, não temos culpa das coisas terem tomado esse caminho, né? Se foi difícil para ela, mais difícil é para nós”, desabafou outra trabalhadora à TV Fronteira.

Mais um funcionário, que também preferiu não ser identificado, disse que a direção da empresa falou para todos irem para casa até segunda ordem.

“90% dos funcionários, sacou o saque-aniversário durante a pandemia, do FGTS. Ou seja, mesmo que você entre com a rescisão indireta, o saque-aniversário você esquece. Você já sacou esse dinheiro. O acerto demora-se anos para sair na Justiça”, contou.

Ele ressaltou ainda à TV Fronteira que a Prefeitura chegou a falar para todos que iria pagar o salário referente a novembro e até mesmo fornecer a cesta básica do mês. No entanto, agora, fica uma “guerra entre empresa e Prefeitura”.

Os funcionários que estão trabalhando na SOU continuam sem receber e, quem não foi chamado, continua em casa sem saber o destino final da história.

“É uma escravidão moderna. porque você está há vários meses brigando por um salário que é seu”, pontuou o trabalhador.

A TV Fronteira solicitou o posicionamento da Prudente Urbano, mas ainda não obteve resposta.

Já a Prefeitura de Presidente Prudente informou à TV Fronteira que honrou todos os compromissos com os funcionários durante o período de intervenção, e que não tem responsabilidade sobre as dívidas trabalhistas das empresas anteriores ou posteriores ao período de intervenção.



Fonte: G1


15/12/2021 – Rádio Cidade FM

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