Depois eu faço | psicoblog


Você tem um trabalho para entregar e a simples ideia de ter que faze-lo desperta uma sensação nada agradável. Então, você decide deixar para fazer mais tarde ou quem sabe amanhã? Ok. Só que esta decisão pode acarretar consequências negativas se este comportamento se tornar um hábito.

Procrastinar é quando adiamos ou transferimos para outro momento algo que, na prática, poderíamos iniciar logo. A procrastinação vem acompanhada de inúmeras desculpas ou obstáculos que, no fundo, são injustificáveis.

Claro que todos nós já adiamos tarefas e, muitas delas, certamente foram programadas para um momento oportuno devido ao cansaço físico ou mental do momento. Contudo, quando uma pessoa sempre procrastina afazeres, principalmente aquelas de maior urgência, é certo que acarretará prejuízos em sua vida, seja pessoal ou profissional. Basta pensar nos conflitos desencadeados no ambiente de trabalho quando há atrasos na entrega das tarefas.

A procrastinação está relacionada à ansiedade, dentre outros fatores. O receio de ser avaliado negativamente, o medo de fracassar por, no fundo, não considerar capaz de realizar um bom trabalho são algumas das razões para deixar pra depois. Este comportamento pode ter origem na infância, decorrente das cobranças familiares com relação ao desempenho da criança, sem respeitar seu tempo cognitivo ou emocional. A partir destas experiências, cresce considerando que para ser aceita ou reconhecida é preciso ser a melhor. Só que, neste caso, a baixa autoestima dificulta o reconhecimento de suas qualidades e potencialidades. Assim, diante de uma tarefa, por medo de não corresponder, adia iniciativas como forma de proteger-se de algo, imaginariamente, ameaçador.

A falta de sentido ou de recompensa imediata também pode ser fonte da procrastinação. É mais fácil obter motivação para algo cuja recompensa está próxima, pois a sensação de gratificação é maior, do que aquelas cujo ganho emocional está distante. Por isso, muitas pessoas se movimentam apenas no final do segundo tempo, ou seja, quando o prazo está se esgotando. Esta forma de funcionamento não traz benefícios, afinal se apenas buscarmos tarefas que tragam realizações a curto prazo, não teremos êxito naquelas que demandam tempo para concluí-las com sucesso, como a mudança de alguns hábitos, por exemplo.

Viver empurrando compromissos é uma forma de autossabotagem e que dificilmente é percebida pela própria pessoa, pois justifica suas ações a algo externo. Por isso, a necessidade de buscar a psicoterapia que, através do autoconhecimento, auxilia a pessoa a identificar os pensamentos disfuncionais, rígidos, que influenciam negativamente na sua forma de agir no mundo.

É preciso ter em mente que, em cada ação, não é obrigatório sair-se bem. O que importa é agir.

Créditos: Joselene L. Alvim- psicóloga/neuropsicóloga



Fonte: G1


22/09/2022 – Rádio Cidade FM

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