Cozinhar no Fogão a lenha é tradição mantida por muitas famílias no interior de SP | Nosso Campo


O fogão à lenha é uma tradição que sobrevive firme e forte em muitas cozinhas, seja na zona rural ou na cidade. Ele é resistente, joga a fumaça para fora do ambiente e permite uma boa queima da lenha. O resultado é uma comida com um sabor especial.

Na fazenda centenária que tem o Rio Barra-Mansa no quintal, a varanda é um convite ao descanso. A decoração rústica e os detalhes da natureza, com flores, árvores em torno, deixam o ambiente ainda mais aconchegante. E a comida é feita todos os dias no fogão à lenha.

Com muitos anos de prática, a cozinheira Solange Dos Santos Prado acende o fogareiro em poucos minutos. Ela explica que tem que colocar as lenhas em formato cruzado. Depois, coloca óleo de cozinha usado, coloca fogo no pedacinho de papel e vai alimentando com pedacinho de papel e graveto.

Com as panelas de ferro na chapa, Angelina Pinheiro Marques, também cozinheira, começa a preparar o almoço. Ela diz que há muito tempo cozinha no fogão à lenha e aprendeu com a mãe.

Símbolo da culinária caipira, o fogão à lenha é um dos mais tradicionais e antigos utensílios de cozinha. Solange se recorda com saudade da época em que era menina e vivia no sítio, sempre à beira do fogão.

Pedreiro há mais de 50 anos, Antônio Carlos Pinheiro já perdeu a conta de quantos fogões à lenha construiu. Ele é irmão de Angelina e o arquiteto do fogão no qual ela prepara tantas receitas de família.

O aroma da lenha queimando e o cheiro gostoso que sai das panelas. É uma cena que, mesmo para quem nunca morou em sítio ou fazenda, traz aquele ar de nostalgia, quase um sabor de infância. Antigamente, as famílias se reuniam em volta do fogão para fazer as refeições e ele também servia para aquecer as casas na época de inverno.

(Vídeo: veja a reportagem exibida no programa em 27/02/2022)

Tradição do fogão à lenha sobrevive e garante comida saborosa

Tradição do fogão à lenha sobrevive e garante comida saborosa

Quando chega para o almoço, de longe, a produtora rural Carina Ayres sente o cheiro da comida quente. Ela preserva a tradição familiar e mantém o fogão à lenha sempre aceso, pronto inclusive para receber as visitas.

Ela fala sobre como é gostoso ter o fogão, que lembra reunião familiar, e relata que o avô dela falava que, quando os netos chegavam, pedia para a mulher pôr água no fogão.

O cozimento da comida no fogão à lenha é bem mais lento, e isso interfere no sabor e textura dos alimentos. Eles tendem a ter um gosto mais defumado por causa da fumaça emitida pela queima da madeira.

Pelo estoque de lenha no quintal do sítio de Rita Sian Maiotto, é possível ter uma noção do quanto o fogão à lenha é usado pela família.

A mãe, Maria Clementino Sian, só faz comida nele. Na chaleirinha sempre tem água fervendo para um café fresco. Ela fala que é acostumada desde menina, que desde cedo acende o fogão, faz desde café da manhã até o jantar.

É Rita quem cuida de abastecer o fogão. Por dia, são várias viagens até a cozinha. Quando a madeira está acabando, a família sai pelo sítio à procura de lenha. Ela recolhe restos de troncos, galhos e pedaços de cerca velha.

O café fresquinho passado na hora vira motivo para uma pausa e boa conversa ao redor da mesa. Na casa de Maria, o fogão só apaga mesmo quando todo mundo vai dormir.

VÍDEOS: veja mais reportagens do programa



Fonte: G1


27/02/2022 – Rádio Cidade FM

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