Aprenda como cuidar da saúde ocular de seu pet



Identificar os sinais logo no início é essencial para um tratamento de sucesso. Os tutores precisam estar atentos com a saúde ocular dos animaizinhos Francine Escobosa/Arquivo pessoal Observar o comportamento do seu pet é essencial para entender se há alguma anormalidade no comportamento e na saúde do bichinho. E quando o assunto é a saúde ocular dos cães, o cuidado dos tutores deve ser redobrado. É preciso ter muita atenção para conseguir identificar qualquer dificuldade relacionada à visão do seu pet. De acordo com a médica veterinária Francine Escobosa, de Sorocaba (SP), os principais problemas oculares que acometem os cães são lesões na superfície bulbar, irritações, alterações palpebrais e perda da visão. Mesmo podendo atingir cães de raças puras e mestiças, existem raças que são predispostas a apresentarem problemas de visão como Lhasa Apso, Shih Tzu, Bulldog Inglês e Francês, Pug e Boxer. “Devido seu focinho curto e a presença de pregas nasais, os olhos ficam mais expostos ao ambiente e suscetíveis a doenças oculares”, explica. São várias as doenças que podem afetar a visão dos pets. Glaucoma, catarata, ceratoconjuntivite seca (conhecida como olho seco) e úlceras de córnea são algumas das enfermidades que atingem os bichinhos, causando desde manchas na superfície ocular até diminuição e perda da visão. A médica veterinária Francine Escobosa ressalta a importância do acompanhamento periódico dos pets por um especialista Francine Escobosa/Arquivo pessoal Atenção aos sinais Antes de chegar nos estágios mais graves de doenças relacionadas à visão, os animais apresentam alguns sinais de que algo está acontecendo. Ainda, segundo Francine, mudanças físicas e comportamentais podem ser um sinal de alerta. “Os pets que estão com problema de visão podem apresentar mudanças de comportamento como bater em objetos, ter sensibilidade à luz, coçar e ficar de olhos fechados. É importante ficar sempre atento nas alterações oculares do seu pet, como a presença de secreção, olhos avermelhados, manchas, alteração de cor e tamanho dos olhos”. Foi prestando atenção no comportamento da cadelinha Olívia que a enfermeira Marcela Olivieri notou que havia algo errado na visão da cachorrinha maltês. Ao chegar do trabalho, Marcela percebeu que a coloração do olho de Olívia havia mudado para um tom azulado. “Fiquei preocupada, achei que ela tinha sido picada por algum bicho ou comeu alguma coisa”, conta. Ao procurar um oftalmologista veterinário, Marcela descobriu que a Olívia tinha uma catarata congênita ainda em grau inicial. Hoje, quase três anos depois do diagnóstico, a cadelinha ainda faz tratamento ocular, mas infelizmente perdeu a visão. Mesmo com todas as dificuldades causadas pela catarata, Marcela garante que Olívia é uma cachorrinha muito alegre. “Ela é um bebezinho, nós temos que cuidar dela a todo momento. Ela é totalmente dependente para algumas atividades, como subir e descer escadas, mas ela é muito feliz. A Olívia chama muito a atenção de todas as pessoas, mas ter um cãozinho com deficiência demanda muito cuidado”. A cachorrinha Olívia foi diagnosticada com catarata. Três anos depois, ela continua fazendo tratamento ocular Marcela Olivieri/Arquivo pessoal Acompanhamento veterinário é fundamental O acompanhamento diário é a melhor forma de prevenir doenças oculares. Além da observação diária, o tutor também pode limpar os olhos dos cachorrinhos no período matutino com solução fisiológica ou água filtrada. Porém, uma orientação médica especializada é indispensável. “É essencial levar seu pet desde jovem ao oftalmologista veterinário para descartar alterações genéticas, congênitas e realizar um check-up periódico determinado pelo veterinário”, ressalta Francine.

Fonte: G1


17/02/2022 – Rádio Cidade FM

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