Segundo o presidente da ONG Mãe Natureza, Hélio Palmezan, as algas, da espécie phaeophyceas, se proliferam naturalmente com a abundância de nutrientes e a luz solar mais intensa do verão, porém, a poluição e o escoamento de fertilizante na água aceleram o crescimento dessas plantas.
Rio Tietê está com a água verde
Outro problema é o acúmulo de aguapés, que formam um “tapete verde” no rio. As plantas aquáticas em grande quantidade são um indicativo de muita poluição.
Segundo o presidente da ONG, em pequena quantidade elas até ajudam a limpar o rio, mas em excesso, elas impedem a passagem da luz, o que diminui o oxigênio da água e pode matar os peixes.
Coloração esverdeada é provocada pelo excesso de algas no rio em Barra Bonita — Foto: Gabriela Prado/TV TEM
A situação mostra a deterioração da qualidade da água do Rio Tietê na nossa região. Ainda segundo Hélio Palmesan, há 40 anos eram retiradas cerca de 30 toneladas de peixe na região e essa quantidade vem reduzindo ao longo dos anos.
O rio tem cerca de 1.150 km de extensão e banha 62 municípios, sendo a maioria no estado de SP, por isso é conhecido como o rio dos paulistas.
Registro do Tietê com água verde em Arealva (SP), em 2018 — Foto: Willian Silva/TV TEM/Arquivo