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Com aprovação de ‘Pacto’, Bolsonaro pode acabar com sua própria cidade natal



Com 4.815 habitantes, segundo o IBGE, o município de Glicério, no interior de São Paulo, é um dos que pode acabar caso seja aprovado o novo pacto federativo proposto ontem pelo governo de Jair Bolsonaro.
 
Nesse caso, a cidade seria extinta pelas mãos de seu “filho” mais ilustre: o próprio presidente da República, que nasceu no município fundado há 93 anos.
 
Para o prefeito Ildo Souza (PSDB), é preocupante a possibilidade de Glicério precisar ser incorporado a Penápolis, que fica a 25km de distância.
 
“Não apoio e não aprovo. Tem municípios pequenos com dificuldade? Tem, sim. Mas não é por culpa do município. É pelo sistema que existe hoje na nossa política de distribuição de renda”, afirmou Souza ontem, em entrevista à rádio CBN.
 
Mesmo filiado a partido diferente do PSL de Bolsonaro, Ildo de Souza ciceroneou o então candidato em Glicério nas eleições passadas. A população respondeu nas urnas: Bolsonaro conquistou 56% dos eleitores no primeiro turno e 64,7% no segundo.
 
CHORADEIRA GERAL
 
Certamente que a choradeira e as pressões contra a aprovação da proposta serão grandes, especialmente porque ela acabaria com salários de muita gente.
 
O novo pacto deixaria o Brasil com pelo menos 2.506 prefeitos (as) e vice-prefeitos, cerca de 11.300 vereadores (as) e algo entre 8 e 10 mil secretários municipais sem empregos, a absoluta maioria sem concurso público e proventos bem acima da média dos servidores públicos concursado e efetivos. (Foto: Imagem de Arquivo)
 
Fonte: Nilton Mendonça - Rádio Cidade

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