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Moradora de Luiziânia é presa na Bahia acusada de desligar aparelhos que mantinham irmão vivo



As irmãs ZPN, de 32 anos, residente à avenida Luís Cavalhar, Centro de Luiziânia (SP) e MPN, 43, residente à avenida Petrônio Portela, Bairro Alvorada, em Guanambi (BA) foram presas na noite da última sexta-feira, 25 (21h40), acusadas de matar o próprio irmão Almiro Pereira Neves, que estava internado no Hospital Regional de Guanambi, desde o último dia 21, com “hemorragia subaracnóidea; etilismo; pneumonia aspirativa”.
 
Conforme o portal de notícias ‘Farol da Cidade’, na Delegacia de Guanambi, elas alegaram “terem recebido orientação espiritual” para desligar os aparelhos” que mantinha a vida de Almiro, inclusive retirando o tubo que fornecia a respiração mecânica.
 
“As irmãs evangélicas teriam dito que estavam em oração com outros irmãos e um pastor, quando tiveram a ‘visão’ de entrar no leito e desligar os aparelhos que mantinham o paciente em um quadro estável e mandarem o irmão levantar. A médica Maria Fernanda Teixeira foi quem atestou o óbito após a entrada das mulheres na enfermaria”, publicou o portal.
 
Conforme outras fontes, um terceiro irmão da vítima, MPN, de 29 anos também entrou no hospital com as duas irmãs.

Segundo a diretora do HRG, não houve invasão. Paula Luísa Lima de Barros informou que os irmãos entraram regularmente no local para uma visita familiar e quando os funcionários perceberam o que tinha ocorrido, já não houve mais como reverter a morte do paciente.
 
EUTANÁSIA
 
A eutanásia é definida como a conduta pela qual se traz a um paciente em estado terminal, ou portador de enfermidade incurável que esteja em sofrimento constante, uma morte rápida e sem dor. É prevista em lei, no Brasil, como crime de homicídio.
 
De acordo com o Código Penal brasileiro, as penas para quem causa a morte de um doente podem variar de dois a seis anos, quando comprovado motivo de piedade, mas podem chegar a até 20 anos de prisão.

Na eutanásia, alguém, geralmente o médico, provoca a morte de um doente terminal após o consentimento dele ou de parentes; a chamada “injeção letal” é um exemplo de como fazê-la.
 
Já quando o paciente tem sua medicação ou tratamentos suspensos (por já não serem efetivos ou até prejudicarem o paciente), ele opta pela ortotanásia, uma prática não prevista por lei, mas permitida no Brasil por uma resolução do Conselho Federal de Medicina.
 
Ambas as práticas diferem do conceito de suicídio assistido, que é quando o próprio paciente tem autorização de interromper a vida se tiver uma doença incurável, por exemplo. (Foto: Facebook)
 
Fonte: Redação - Rádio Cidade

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